A discussão sobre seguro raramente é sobre a existência do sinistro. É sobre o valor: qual a base de cálculo da indenização, o que a apólice cobre, como incide a franquia e qual depreciação foi aplicada.
Trabalhamos a partir da apólice, das condições gerais e do relatório de regulação, para demonstrar como o valor pago foi construído e onde ele se afasta do previsto contratualmente.
Quando esta análise é decisiva
O valor pago é inferior ao esperado
A composição da indenização — base, franquia, depreciação, limites — costuma explicar a diferença.
Há divergência sobre cobertura
O confronto entre o evento e as condições gerais define o que estava coberto.
Ocorreu perda total e há discussão de valor
A base de cálculo e a data de referência da tabela adotada mudam o resultado.
Existe seguro prestamista vinculado a financiamento
É preciso apurar o saldo devedor na data do evento e o efeito sobre o contrato.
As 9 modalidades desta área
- Indenização e franquia
- Recomposição do cálculo da indenização e verificação da incidência da franquia prevista.
- Danos materiais e morais
- Separação e quantificação das rubricas conforme o pedido e a cobertura.
- Lucros cessantes
- Apuração do que se deixou de faturar no período de paralisação comprovado.
- Perda total e depreciação
- Verificação da base de cálculo, da tabela de referência e do critério de depreciação.
- Atualização de sinistro
- Correção do valor devido desde a data do evento, pelo critério aplicável.
- Regulação e cobertura
- Análise técnica do relatório de regulação frente às condições gerais da apólice.
- Seguro prestamista
- Apuração do saldo devedor na data do evento e do efeito da cobertura sobre o contrato.
- Invalidez e incapacidade
- Cálculo do capital segurado devido conforme o grau e a tabela contratada.
- Divergências em apólices
- Confronto entre proposta, apólice e condições gerais, com as inconsistências apontadas.
Documentos que sustentam o trabalho
Quanto mais completa a documentação, menos premissas o laudo precisa assumir — e premissa é justamente o ponto por onde um trabalho técnico costuma ser impugnado.
- Apólice, proposta e condições gerais
- Relatório de regulação do sinistro
- Comprovante do valor pago pela seguradora
- Documentos que comprovam o valor do bem ou do prejuízo
- Comunicação de sinistro e correspondências trocadas
A falta de qualquer um deles não impede o trabalho: fica registrada no laudo, com a indicação do que foi usado em substituição e do que, por consequência, não pode ser afirmado.
Como o resultado é entregue
Não entregamos apenas um número. Cada conclusão vem com a origem do dado, o critério aplicado e a forma de reconferir o resultado. É o que chamamos de rastreabilidade, e é o que permite que o trabalho resista à análise e ao contraditório.
- Memória de cálculo — demonstração por período, com cada parcela conferível
- Relatório ou parecer técnico — critérios, premissas e fundamentação de cada escolha
- Suporte ao advogado — esclarecimentos, quesitos e manifestação sobre laudo da parte contrária
Perguntas frequentes
Vocês analisam as condições gerais da apólice?+
Sim. É delas que saem a base de cálculo, os limites e as exclusões — sem elas o cálculo da indenização não tem fundamento.
Dá para contestar a depreciação aplicada?+
O que fazemos é demonstrar qual critério foi usado e qual seria o resultado por critério diverso. A tese jurídica é do advogado.
É possível apurar lucros cessantes por paralisação?+
Sim, a partir do faturamento e da margem históricos, com o período de paralisação comprovado documentalmente.