Boa parte das discussões financeiras em juízo não é sobre o direito aplicável, e sim sobre qual foi a matemática efetivamente praticada no contrato — e se ela corresponde ao que o instrumento diz.

Sistema de amortização, periodicidade de capitalização, forma de cálculo do custo efetivo e tratamento de parcelas em atraso produzem resultados muito diferentes a partir dos mesmos dados de entrada. Nosso trabalho é demonstrar qual caminho foi seguido e qual seria o resultado por cada critério.

Quando esta análise é decisiva

A taxa contratada não corresponde à taxa praticada

A diferença entre taxa nominal e taxa efetiva costuma explicar divergências que parecem inexplicáveis à primeira vista.

Há discussão sobre capitalização

Demonstramos a periodicidade efetivamente aplicada a partir da evolução do saldo, e não apenas do que consta na cláusula.

É preciso comparar cenários

O mesmo contrato recalculado por Price, SAC e SACRE produz três curvas diferentes de saldo devedor e de total pago.

O caso exige trazer valores a uma mesma data

Equivalência de capitais e valor presente permitem comparar fluxos ocorridos em momentos distintos sem distorção.

As 9 modalidades desta área

Juros simples e compostos
Identificação do regime efetivamente praticado e demonstração da diferença entre eles no caso concreto.
Sistema Price, SAC e SACRE
Recomposição da tabela de amortização por cada sistema, com comparação de saldo devedor e total pago.
CET e capitalização
Cálculo do custo efetivo total considerando encargos, tarifas e seguros embutidos.
Valor presente e valor futuro
Transposição de valores entre datas, com a taxa de desconto declarada e justificada.
Equivalência de capitais
Comparação de fluxos ocorridos em momentos distintos trazidos a uma data-base comum.
Séries não uniformes
Tratamento de fluxos com parcelas irregulares, carência ou pagamentos atípicos.
Fluxos de caixa descontados
Projeção e desconto de fluxos, com premissas de taxa e período explicitadas.
Taxas nominais e efetivas
Conversão entre periodicidades e demonstração do efeito da capitalização sobre a taxa.
Amortização e saldo devedor
Reconstrução da evolução do saldo mês a mês, separando principal, juros e encargos.

Documentos que sustentam o trabalho

Quanto mais completa a documentação, menos premissas o laudo precisa assumir — e premissa é justamente o ponto por onde um trabalho técnico costuma ser impugnado.

A falta de qualquer um deles não impede o trabalho: fica registrada no laudo, com a indicação do que foi usado em substituição e do que, por consequência, não pode ser afirmado.

Como o resultado é entregue

Não entregamos apenas um número. Cada conclusão vem com a origem do dado, o critério aplicado e a forma de reconferir o resultado. É o que chamamos de rastreabilidade, e é o que permite que o trabalho resista à análise e ao contraditório.

Perguntas frequentes

Vocês recalculam o contrato inteiro ou apenas apontam o erro?+

Reconstruímos a evolução completa e apresentamos, lado a lado, o resultado pelo critério praticado e pelo critério que o advogado sustenta. A comparação é o que demonstra a diferença.

Dá para calcular sem a planilha de evolução do banco?+

Sim, desde que existam o contrato e os comprovantes de pagamento. A ausência da planilha da instituição é registrada no laudo, com o que foi usado em substituição.

O que é CET e por que ele importa?+

É o custo efetivo total: reúne juros, tarifas, seguros e demais encargos numa taxa única. Ele costuma revelar um custo bem acima da taxa anunciada no contrato.