A revisão de um contrato bancário depende de uma coisa que raramente está pronta no processo: a evolução da dívida reconstruída a partir dos pagamentos efetivamente realizados, e não a partir do demonstrativo da instituição.

Quando essa reconstrução é feita, aparecem os pontos que sustentam ou derrubam a tese — encargos cumulados no período de inadimplência, tarifas sem previsão contratual, seguros embutidos e diferenças entre a taxa do quadro-resumo e a taxa praticada.

Quando esta análise é decisiva

O saldo devedor cresce mesmo com pagamentos em dia

Costuma indicar amortização negativa ou encargos que superam a parcela; a evolução do saldo mostra isso mês a mês.

Há cobrança cumulada de encargos moratórios

Comissão de permanência somada a outros encargos do mesmo período é ponto clássico de divergência, e se demonstra pela composição da parcela.

O contrato tem tarifas e seguros embutidos

Quantificamos o peso de cada rubrica no custo total e verificamos a previsão contratual de cada uma.

É preciso quantificar o indébito

Apuração do que foi pago a maior no período alcançado, com o critério de devolução declarado.

As 9 modalidades desta área

Revisão bancária e contratos
Reconstrução da evolução da dívida a partir dos pagamentos comprovados, comparada ao demonstrativo da instituição.
Financiamentos e empréstimos
Análise do sistema de amortização, da taxa praticada e da composição de cada parcela.
Leasing, CDC e crédito rural
Tratamento das particularidades de cada modalidade, inclusive VRG e encargos próprios.
Tarifas bancárias, IOF e CET
Levantamento de cada tarifa cobrada, verificação de previsão contratual e cálculo do custo efetivo total.
Cartão de crédito
Reconstrução do rotativo, do parcelamento de fatura e dos encargos aplicados por ciclo.
Comissão de permanência
Verificação da cumulação com outros encargos do mesmo período e quantificação do efeito.
Cheque especial e conta garantida
Análise do uso do limite, dos juros por período de utilização e da renovação do contrato.
Empréstimos consignados
Conferência de margem, número de parcelas, taxa aplicada e eventual refinanciamento em cadeia.
Evolução da dívida bancária
Demonstração mês a mês do saldo, separando principal, juros, encargos e tarifas.

Documentos que sustentam o trabalho

Quanto mais completa a documentação, menos premissas o laudo precisa assumir — e premissa é justamente o ponto por onde um trabalho técnico costuma ser impugnado.

A falta de qualquer um deles não impede o trabalho: fica registrada no laudo, com a indicação do que foi usado em substituição e do que, por consequência, não pode ser afirmado.

Como o resultado é entregue

Não entregamos apenas um número. Cada conclusão vem com a origem do dado, o critério aplicado e a forma de reconferir o resultado. É o que chamamos de rastreabilidade, e é o que permite que o trabalho resista à análise e ao contraditório.

Perguntas frequentes

Quanto tempo de extrato é necessário?+

O ideal é o período integral do contrato. Lacunas não impedem o trabalho, mas ficam registradas no laudo, porque limitam o que pode ser afirmado sobre aquele intervalo.

Vocês fazem o cálculo do indébito para repetição?+

Sim, com o período alcançado e o critério de devolução declarados, e com a demonstração de como cada valor foi apurado.

É possível periciar contrato já quitado?+

Sim. A reconstrução é feita da mesma forma; o que muda é que todo o fluxo de pagamentos já está disponível, o que costuma facilitar o trabalho.