A quantificação em demandas rurais depende de dados que raramente estão organizados: produtividade por safra, custo por hectare, preço praticado na região e na época, e a separação entre terra nua e benfeitorias.
Reunimos essas informações a partir dos documentos da propriedade e de referências de mercado identificáveis, para que o valor apurado tenha origem verificável.
Quando esta análise é decisiva
Há desapropriação e é preciso separar terra nua de benfeitorias
A separação altera a base de cálculo da indenização e o tratamento de cada parcela.
Ocorreu perda de safra a quantificar
Produtividade histórica, área afetada e preço na época definem o valor.
Existe arrendamento em discussão
Apuração do valor de arrendamento praticado na região e conferência do contrato.
É preciso demonstrar receitas e custos da produção
Reconstrução do resultado da atividade por safra, com documentação de suporte.
As 9 modalidades desta área
- Produtividade rural
- Apuração da produtividade histórica por talhão e safra, a partir dos registros da propriedade.
- Benfeitorias
- Levantamento e avaliação das construções e melhoramentos, com estado de conservação considerado.
- Indenizações
- Quantificação do dano com base e critério declarados.
- Valor da terra nua
- Avaliação por método comparativo, com amostra regional identificada.
- Perdas agrícolas
- Cálculo a partir da área afetada, da produtividade esperada e do preço da época.
- Arrendamentos rurais
- Apuração do valor de mercado do arrendamento e conferência das condições contratuais.
- Avaliação de culturas
- Valoração da cultura implantada conforme estágio e ciclo produtivo.
- Danos ambientais quantificáveis
- Mensuração do custo de recuperação e da perda de capacidade produtiva.
- Receitas e custos da produção
- Reconstrução do resultado por safra, com documentação de suporte de cada rubrica.
Documentos que sustentam o trabalho
Quanto mais completa a documentação, menos premissas o laudo precisa assumir — e premissa é justamente o ponto por onde um trabalho técnico costuma ser impugnado.
- Matrícula e CAR da propriedade
- Notas fiscais de venda da produção e de insumos
- Contratos de arrendamento ou parceria
- Registros de produtividade por safra
- Laudos agronômicos e imagens da área, quando houver
A falta de qualquer um deles não impede o trabalho: fica registrada no laudo, com a indicação do que foi usado em substituição e do que, por consequência, não pode ser afirmado.
Como o resultado é entregue
Não entregamos apenas um número. Cada conclusão vem com a origem do dado, o critério aplicado e a forma de reconferir o resultado. É o que chamamos de rastreabilidade, e é o que permite que o trabalho resista à análise e ao contraditório.
- Memória de cálculo — demonstração por período, com cada parcela conferível
- Relatório ou parecer técnico — critérios, premissas e fundamentação de cada escolha
- Suporte ao advogado — esclarecimentos, quesitos e manifestação sobre laudo da parte contrária
Perguntas frequentes
Vocês fazem a parte agronômica da perícia?+
Nossa atuação é a quantificação econômica e financeira. Quando o caso exige laudo agronômico, ele complementa o nosso trabalho e serve de base para a valoração.
Como é apurado o preço da produção?+
Por referência de mercado da região e do período, identificada no laudo para que possa ser conferida.
É possível apurar perda de safra passada?+
Sim, com base na produtividade histórica da própria propriedade e no preço praticado na época, ambos documentados.