Em processo trabalhista o cálculo raramente é uma conta isolada: uma verba deferida gera reflexos em férias, décimo terceiro, repouso semanal, aviso e FGTS, e cada reflexo tem base e critério próprios.
É por isso que planilhas trabalhistas divergem tanto entre as partes. Nosso trabalho é tornar a cadeia de reflexos explícita, para que cada valor possa ser conferido a partir da sentença e dos controles de jornada.
Quando esta análise é decisiva
A planilha da parte contrária tem base de cálculo diferente da sua
Divergência de base salarial, de divisor de jornada ou de período apurado explica a maior parte das diferenças.
A sentença deferiu verbas com reflexos
Cada reflexo precisa de fundamento e de base declarada, sob pena de impugnação.
Há controle de ponto extenso para apurar
Tratamento de marcações em volume, com apuração de extras, intervalos e adicional noturno por competência.
O caso envolve insalubridade ou periculosidade
A repercussão sobre a base de cálculo das demais verbas costuma ser maior que o adicional em si.
As 9 modalidades desta área
- Horas extras e banco de horas
- Apuração a partir dos controles de jornada, com divisor, adicional e compensações demonstrados por competência.
- Adicional noturno
- Cálculo com hora reduzida e prorrogação, quando aplicável, e reflexo nas demais verbas.
- Insalubridade e periculosidade
- Aplicação do percentual sobre a base definida na decisão, com o efeito nos reflexos demonstrado.
- Verbas rescisórias
- Conferência do termo de rescisão contra o que era devido pela modalidade de desligamento.
- Reflexos e diferenças salariais
- Encadeamento completo dos reflexos, com base e fundamento de cada um explicitados.
- Liquidação trabalhista
- Memória de cálculo integral da condenação, com atualização e juros pelo critério fixado.
- FGTS e multa rescisória
- Recomposição dos depósitos devidos por competência e apuração da multa sobre o saldo.
- Férias, 13º e repouso semanal
- Cálculo por período aquisitivo, com terço constitucional e integração das verbas variáveis.
- Contribuições previdenciárias
- Separação entre parcelas de natureza salarial e indenizatória e apuração do recolhimento devido.
Documentos que sustentam o trabalho
Quanto mais completa a documentação, menos premissas o laudo precisa assumir — e premissa é justamente o ponto por onde um trabalho técnico costuma ser impugnado.
- Sentença e acórdãos, com a parte dispositiva legível
- Controles de jornada de todo o período
- Recibos de pagamento (holerites) e ficha financeira
- Termo de rescisão e extrato do FGTS
- Normas coletivas aplicáveis ao período
A falta de qualquer um deles não impede o trabalho: fica registrada no laudo, com a indicação do que foi usado em substituição e do que, por consequência, não pode ser afirmado.
Como o resultado é entregue
Não entregamos apenas um número. Cada conclusão vem com a origem do dado, o critério aplicado e a forma de reconferir o resultado. É o que chamamos de rastreabilidade, e é o que permite que o trabalho resista à análise e ao contraditório.
- Memória de cálculo — demonstração por período, com cada parcela conferível
- Relatório ou parecer técnico — critérios, premissas e fundamentação de cada escolha
- Suporte ao advogado — esclarecimentos, quesitos e manifestação sobre laudo da parte contrária
Perguntas frequentes
Vocês fazem cálculo de liquidação e também impugnação de cálculo?+
Sim. Elaboramos a memória para instruir a execução e também analisamos a planilha da parte contrária, apontando divergências de base, de divisor, de período e de reflexos.
É possível calcular sem os cartões de ponto?+
É possível, adotando a jornada fixada na decisão como premissa. Isso fica declarado no laudo, porque muda a natureza do que está sendo demonstrado.
O cálculo inclui a atualização e os juros?+
Sim, pelo critério fixado na decisão, com o índice e o termo inicial de cada parcela demonstrados na memória.