A regulação de sinistro produz um documento técnico que fundamenta a decisão da seguradora sobre cobertura e valor. Como todo trabalho técnico, ele parte de premissas, aplica critérios e chega a conclusões — e cada uma dessas etapas pode ser examinada separadamente.

A análise não busca discordar do conjunto. Busca identificar qual premissa específica produz a conclusão contestada e demonstrar o efeito de alterá-la. Uma contestação dirigida a um ponto verificável é muito mais eficaz que uma discordância genérica do laudo.

Como o cálculo é feito

Reconstrução do trabalho do regulador

Identificação das premissas adotadas, dos critérios aplicados e da documentação efetivamente considerada.

Verificação de completude documental

Confronto entre a documentação disponível e a que foi considerada, para identificar o que ficou de fora.

Análise das premissas

Exame de cada premissa quanto ao seu fundamento e à sua compatibilidade com as condições da apólice.

Teste dos critérios

Verificação de que os critérios de valoração e de enquadramento correspondem aos previstos na apólice.

Análise da conclusão sobre cobertura

Confronto entre o enquadramento adotado e as condições contratadas, incluindo exclusões invocadas.

Quantificação do efeito

Cálculo do resultado sob premissas alternativas fundamentadas, com a diferença isolada por ponto.

Onde este cálculo costuma errar

São os pontos que mais geram impugnação — e os que conferimos primeiro quando a planilha vem pronta da parte contrária.

Discordância genérica do laudo

Contestar o conjunto sem apontar a premissa específica é o que menos funciona. A crítica precisa ser dirigida e verificável.

Documentação não considerada não identificada

Quando o regulador não teve acesso a documento relevante, isso é achado objetivo e frequentemente decisivo.

Efeito de cada divergência não quantificado

Apontar erro sem dizer quanto ele vale não permite avaliar se a discussão se justifica.

Exclusão invocada não confrontada com a apólice

A exclusão precisa ser lida contra as condições efetivamente contratadas e contra os fatos documentados.

Documentos que sustentam o trabalho

A falta de qualquer um deles não impede o trabalho: fica registrada no laudo, com a indicação do que foi usado em substituição e do que, por consequência, não pode ser afirmado.

O que você recebe

Perguntas frequentes

Vale contestar um laudo de regulação?+

Vale quando há ponto verificável a contestar — premissa sem fundamento, documento não considerado, critério divergente da apólice. Fazemos a análise antes e dizemos com franqueza quando o laudo se sustenta, o que evita discussão sem resultado.

Documento entregue e não considerado é achado relevante?+

É um dos mais relevantes, porque é objetivo: basta confrontar o que foi entregue, com comprovante, contra o que o relatório lista como analisado. A ausência de análise de documento relevante fragiliza a conclusão independentemente do mérito.

Vocês atuam como assistente técnico em ação securitária?+

Sim. Formulamos quesitos, acompanhamos a perícia judicial e apresentamos parecer divergente quando a metodologia adotada não corresponde às condições da apólice ou à documentação dos autos.