Planejamento tributário costuma ser apresentado como tese: uma estrutura, um regime, uma reorganização. O que falta, quase sempre, é a segunda metade — quanto exatamente cada alternativa custa quando aplicada aos números reais da empresa, e qual o grau de exposição de cada uma.
Nosso papel é essa segunda metade. Reconstruímos a carga tributária efetiva no cenário atual e em cada alternativa proposta, sobre a mesma base de dados, e apresentamos a diferença. A decisão sobre a viabilidade jurídica permanece com o advogado; o que entregamos é o número que a sustenta.
Como o cálculo é feito
Levantamento da carga atual
Apuração da carga tributária efetiva do cenário vigente, tributo a tributo, a partir dos números reais do período.
Modelagem das alternativas
Construção de cada cenário alternativo sobre a mesma base de dados, com as premissas de cada um declaradas.
Quantificação comparativa
Cálculo da carga em cada cenário, com a diferença apresentada por tributo e consolidada.
Identificação dos pontos de exposição
Mapeamento dos elementos de cada alternativa que dependem de interpretação ou que já foram objeto de questionamento fiscal.
Análise de sensibilidade
Verificação de como cada cenário se comporta se as premissas de receita, margem ou folha variarem.
Custo de transição
Quantificação dos custos e efeitos da mudança em si, que frequentemente não entram na comparação e alteram a conclusão.
Onde este cálculo costuma errar
São os pontos que mais geram impugnação — e os que conferimos primeiro quando a planilha vem pronta da parte contrária.
Comparação sobre projeção, não sobre dados reais
Cenário construído sobre premissas genéricas produz conclusão que não se confirma quando aplicada à empresa.
Custo de transição ignorado
A mudança tem custo próprio — operacional, contábil e por vezes tributário. Excluí-lo do comparativo distorce a decisão.
Exposição não sinalizada
Alternativa com ganho relevante e risco alto precisa ser apresentada com o risco explícito, e não apenas pelo resultado.
Análise de um único tributo
Reduzir um tributo aumentando outro é resultado comum. A comparação precisa ser da carga total.
Documentos que sustentam o trabalho
- Demonstrações contábeis e escrituração dos últimos exercícios
- Apurações fiscais de todos os tributos do período
- Folha de pagamento e encargos
- Contrato social, estrutura societária e contratos relevantes
- Notas fiscais de entrada e de saída, por amostragem ou integralmente
A falta de qualquer um deles não impede o trabalho: fica registrada no laudo, com a indicação do que foi usado em substituição e do que, por consequência, não pode ser afirmado.
O que você recebe
- Carga tributária efetiva atual — tributo a tributo, sobre dados reais
- Quantificação de cada alternativa — na mesma base, com premissas declaradas
- Quadro de exposição — pontos frágeis de cada cenário, identificados
- Análise de sensibilidade e custo de transição — para que a decisão considere o efeito completo
Perguntas frequentes
Vocês recomendam qual estrutura adotar?+
Apresentamos o número de cada alternativa e os pontos de exposição de cada uma. A recomendação jurídica é do advogado — nosso papel é garantir que ela seja tomada sabendo exatamente quanto cada caminho custa e onde cada um é vulnerável.
O estudo serve para defender a operação depois?+
Serve como documentação da racionalidade econômica: um estudo prévio, com memória de cálculo e premissas declaradas, demonstra que a decisão teve fundamento técnico. Isso é relevante quando a operação é questionada.
É possível comparar sem os documentos completos?+
É possível fazer uma estimativa preliminar, e dizemos claramente que é estimativa. A decisão em si deve se apoiar no estudo com dados reais, porque é a diferença entre os dois que costuma inverter a conclusão.