A apuração do lucro real parte do resultado contábil e chega à base tributável por um caminho de adições e exclusões previstas em lei. Cada ajuste tem fundamento próprio e precisa estar demonstrado no LALUR, com rastro até o lançamento contábil que o originou.
Some-se a isso a compensação de prejuízos fiscais, sujeita a limite, e as retenções na fonte, que antecipam o tributo e frequentemente deixam de ser integralmente aproveitadas. A soma desses três elementos costuma explicar a maior parte das diferenças apuradas.
Como o cálculo é feito
Reconstituição do resultado contábil
Levantamento do resultado de cada período de apuração a partir da escrituração, com identificação de lançamentos atípicos.
Mapeamento das adições e exclusões
Cada ajuste identificado, classificado e fundamentado, com o lançamento contábil correspondente.
Compensação de prejuízos fiscais
Verificação do saldo acumulado, do limite de compensação em cada período e do efetivo aproveitamento.
Cálculo de IRPJ e CSLL
Aplicação das alíquotas e do adicional sobre a base ajustada, com a apuração por período.
Conferência das retenções
Levantamento do IRRF retido por fonte pagadora e verificação do seu aproveitamento como antecipação.
Apuração de diferenças
Confronto entre o devido e o recolhido, com o saldo a recuperar ou a complementar isolado por período.
Onde este cálculo costuma errar
São os pontos que mais geram impugnação — e os que conferimos primeiro quando a planilha vem pronta da parte contrária.
Ajuste sem fundamento no LALUR
Adição ou exclusão sem base legal e sem rastro documental é o primeiro ponto verificado em fiscalização, e o mais difícil de sustentar depois.
Retenções não aproveitadas
IRRF retido e não compensado é pagamento a maior que permanece disponível. É achado frequente em empresas com muitas fontes pagadoras.
Limite de compensação de prejuízo desconsiderado
A compensação está sujeita a limite por período. Ignorá-lo produz base incorreta e risco de autuação.
Resultado contábil usado como base direta
Sem os ajustes, a base está errada nos dois sentidos possíveis — e a diferença raramente é pequena.
Documentos que sustentam o trabalho
- Escrituração contábil digital e demonstrações de todos os períodos
- LALUR e escrituração fiscal — ECF
- Informes de rendimentos e comprovantes de retenção na fonte
- DCTF, DARF e comprovantes de recolhimento
- Documentação de suporte dos ajustes: contratos, laudos, provisões
A falta de qualquer um deles não impede o trabalho: fica registrada no laudo, com a indicação do que foi usado em substituição e do que, por consequência, não pode ser afirmado.
O que você recebe
- Apuração por período — do resultado contábil à base tributável, com cada ajuste demonstrado
- Quadro de adições e exclusões — cada item com fundamento e lançamento de origem
- Controle de prejuízos fiscais — saldo, limite e aproveitamento em cada período
- Conferência de retenções — retido, aproveitado e saldo disponível, por fonte
Perguntas frequentes
Retenções antigas não aproveitadas ainda servem?+
Tecnicamente, o valor retido e não compensado permanece como pagamento a maior identificável. O caminho e o prazo para aproveitá-lo são jurídicos; nosso trabalho é levantar, por fonte e por competência, quanto foi retido e quanto foi efetivamente utilizado.
Como se demonstra que um ajuste do LALUR é correto?+
Pelo fundamento legal e pelo rastro até o lançamento contábil que o originou. Cada ajuste é apresentado com essa dupla amarração, que é justamente o que a fiscalização verifica.
Vocês atuam em defesa de autuação de IRPJ?+
Atuamos. O trabalho consiste em reconstruir a apuração conforme a legislação, período a período, e demonstrar com documentação onde o lançamento fiscal se afasta do devido.