PIS, COFINS, ICMS e ISS incidem sobre bases construídas a partir da receita ou da operação, e o valor efetivamente devido depende tanto do que se inclui na base quanto do que se aproveita como crédito. Nos dois lados existe espaço para erro, e ele tende a se repetir por todas as competências.

A apuração técnica reconstrói a base de cada tributo a partir dos documentos fiscais, verifica as exclusões cabíveis e levanta os créditos passíveis de aproveitamento que não foram tomados. O resultado é apresentado competência a competência, com cada valor reconduzível ao documento que o originou.

Como o cálculo é feito

Reconstrução da base por competência

Levantamento das operações de saída e da receita a partir dos documentos fiscais e da escrituração, competência a competência.

Verificação das exclusões da base

Identificação dos valores que não compõem a base de cada tributo, com o fundamento declarado para cada exclusão aplicada.

Levantamento dos créditos

No regime não cumulativo, mapeamento das entradas e dos custos que geram crédito, com a verificação do efetivo aproveitamento.

Conferência das alíquotas e regimes especiais

Aplicação da alíquota correta por operação, com atenção a substituição tributária, monofasia, isenção e diferimento.

Apuração do devido

Cálculo do valor efetivamente devido em cada competência, com base e créditos corrigidos.

Confronto com o recolhido

Comparação com o efetivamente pago, isolando a diferença por tributo e por competência.

Onde este cálculo costuma errar

São os pontos que mais geram impugnação — e os que conferimos primeiro quando a planilha vem pronta da parte contrária.

Créditos não aproveitados por classificação restritiva

Insumos e custos que geram crédito ficam de fora por classificação conservadora. É a origem mais comum de recolhimento a maior no regime não cumulativo.

Exclusões da base não aplicadas

Valores que não integram a base, quando mantidos nela, ampliam o tributo em todas as competências.

Regime monofásico ou de substituição não identificado

Recolher novamente sobre operação já tributada em etapa anterior é duplicidade, e é achado frequente em revendas.

Apuração feita por totais anuais

Cada competência tem a sua base e os seus créditos. A consolidação anual esconde as diferenças e impede o pedido por período.

Documentos que sustentam o trabalho

A falta de qualquer um deles não impede o trabalho: fica registrada no laudo, com a indicação do que foi usado em substituição e do que, por consequência, não pode ser afirmado.

O que você recebe

Perguntas frequentes

Como se identifica crédito não aproveitado?+

Mapeando todas as entradas e custos da atividade e confrontando com o que foi efetivamente escriturado como crédito. A diferença aparece por competência e cada item fica identificado com a nota fiscal correspondente, o que é o que sustenta o pedido.

A revisão serve para compensação?+

Serve como base técnica. Apuramos e demonstramos o indébito por competência; o procedimento de compensação e o seu enquadramento jurídico ficam a cargo do advogado, com a memória de cálculo pronta para instruí-lo.

Vocês analisam autuações fiscais?+

Analisamos. Reconstruímos a apuração conforme a legislação e demonstramos, com documento e memória, onde o lançamento diverge do efetivamente devido — inclusive quanto à base de cálculo da multa e dos juros.