Os salários de contribuição são a matéria-prima de todo cálculo previdenciário. O CNIS os registra a partir do que foi informado por empregadores e pelo próprio segurado — e é justamente por depender de informação de terceiros que o extrato apresenta, com frequência, competências ausentes ou valores registrados abaixo da remuneração efetiva.

Cada competência faltante ou subestimada reduz a média e, por consequência, o valor do benefício por toda a sua duração. Conferir o extrato contra a documentação antes do requerimento é a intervenção de melhor relação entre custo e resultado em matéria previdenciária.

Como o cálculo é feito

Extração completa do CNIS

Levantamento de todas as competências, com identificação de indicadores de pendência e de inconsistência apontados pelo próprio sistema.

Confronto com a documentação

Comparação competência a competência com recibos de pagamento, carteira, declarações e guias de recolhimento.

Identificação de ausências

Meses sem registro dentro de vínculos ativos, que indicam falta de informação ou de recolhimento.

Identificação de valores a menor

Competências em que o valor registrado é inferior à remuneração comprovada pela documentação.

Verificação de limites

Conferência da aplicação do teto e do piso em cada competência, conforme os valores vigentes à época.

Quantificação do efeito

Cálculo do benefício com o CNIS como está e com o CNIS corrigido, demonstrando a diferença mensal e acumulada.

Onde este cálculo costuma errar

São os pontos que mais geram impugnação — e os que conferimos primeiro quando a planilha vem pronta da parte contrária.

CNIS aceito sem conferência

É o erro mais caro em previdenciário, porque o efeito é permanente e passa despercebido: o segurado recebe menos por décadas sem saber por quê.

Competências ausentes não investigadas

A ausência pode decorrer de falta de informação, e não de falta de recolhimento — e a distinção muda completamente o caminho da correção.

Teto de época conferido pelo valor atual

Os limites mudam a cada ano. Conferir pelo valor atual gera conclusão errada sobre competências antigas.

Efeito não quantificado

Apontar a divergência sem calcular o quanto ela representa no benefício não permite decidir se vale a pena corrigi-la.

Documentos que sustentam o trabalho

A falta de qualquer um deles não impede o trabalho: fica registrada no laudo, com a indicação do que foi usado em substituição e do que, por consequência, não pode ser afirmado.

O que você recebe

Perguntas frequentes

Uma competência ausente pode ser corrigida?+

Depende da causa. Falta de informação do empregador, com vínculo comprovado e recolhimento efetuado, segue um caminho; ausência de recolhimento segue outro. O primeiro passo é identificar qual é o caso, competência a competência, e é isso que o trabalho entrega.

Vale conferir o CNIS antes de requerer o benefício?+

Vale, e é o momento certo. Corrigir antes evita que a concessão seja feita sobre base menor, o que depois exige revisão — mais demorada e com o benefício sendo pago a menor enquanto isso.

Quantas competências costumam apresentar divergência?+

Varia muito conforme o histórico. Carreiras com muitos empregadores, períodos como contribuinte individual e vínculos antigos concentram as divergências. O quadro de conferência mostra exatamente quantas e quais, com o efeito de cada uma.