O salário de benefício é a média dos salários de contribuição atualizados do período básico de cálculo; a renda mensal inicial é o resultado da aplicação do coeficiente sobre essa média. São duas etapas, e cada uma tem pontos de erro próprios.

Na primeira, o risco está nos salários de contribuição: valores ausentes no CNIS, remunerações registradas a menor, atualização aplicada de forma incorreta. Na segunda, está no coeficiente: a regra de enquadramento e o tempo apurado definem o percentual, e um dia a mais ou a menos de tempo pode alterá-lo.

Como o cálculo é feito

Delimitação do período básico de cálculo

Identificação do período aplicável conforme a regra de enquadramento e a data do requerimento, que difere entre as regras.

Levantamento e conferência dos salários

Todos os salários de contribuição do período, confrontados com recibos, carteira e declarações, para identificar ausências e valores registrados a menor.

Atualização dos salários

Aplicação dos índices de atualização de cada competência até a data-base, com a série demonstrada mês a mês.

Cálculo da média

Apuração da média dos salários atualizados conforme a regra aplicável, com o critério de descarte, quando existente, explicitado.

Aplicação do coeficiente

Percentual correspondente à regra e ao tempo apurado, com a demonstração de como o tempo produz o coeficiente.

Confronto com o concedido

Quando o benefício já existe, comparação entre a RMI apurada e a concedida, com a diferença isolada e projetada.

Onde este cálculo costuma errar

São os pontos que mais geram impugnação — e os que conferimos primeiro quando a planilha vem pronta da parte contrária.

Salário de contribuição ausente aceito como zero

Competências sem registro precisam ser investigadas e comprovadas, não simplesmente ignoradas — a média cai e o efeito é permanente.

Atualização aplicada por fator único

Cada competência tem o seu índice de atualização. Um fator único distorce toda a média.

Coeficiente aplicado sem conferir o tempo em dias

O percentual depende do tempo exato. Contagem aproximada leva a coeficiente errado e a RMI errada.

Teto aplicado antes da média

A limitação ao teto tem momento próprio de aplicação. Antecipá-la ou postergá-la altera o resultado.

Documentos que sustentam o trabalho

A falta de qualquer um deles não impede o trabalho: fica registrada no laudo, com a indicação do que foi usado em substituição e do que, por consequência, não pode ser afirmado.

O que você recebe

Perguntas frequentes

Como se descobre se a RMI foi calculada corretamente?+

Refazendo o cálculo a partir dos salários de contribuição do CNIS e comparando com a memória da carta de concessão. Divergências costumam aparecer em competências não computadas, em atualização e no coeficiente aplicado.

Salários acima do teto entram na média?+

Entram limitados ao teto vigente em cada competência. O momento e a forma de aplicação do limite são pontos técnicos que alteram o resultado e ficam demonstrados na planilha.

Um erro na RMI afeta só o valor atual?+

Afeta todo o histórico. A RMI é a base sobre a qual incidem todos os reajustes posteriores, de modo que a diferença se propaga por todas as competências desde a concessão — e por isso a apuração de atrasados costuma ser expressiva.