Depois da reforma previdenciária, quem tinha tempo de contribuição anterior passou a poder se enquadrar em mais de uma regra de transição, cada uma com fórmula própria de cálculo do valor inicial. Escolher sem comparar é decidir no escuro sobre uma renda que será paga por décadas.

O trabalho técnico consiste em apurar o valor inicial sob cada regra em que o segurado se enquadra, na mesma base e com as mesmas premissas, e apresentar o comparativo — inclusive considerando o efeito de aguardar mais alguns meses de contribuição, quando isso alterar o enquadramento.

Como o cálculo é feito

Apuração do tempo em cada data relevante

Contagem precisa na data de entrada do requerimento e em datas alternativas, quando a espera puder alterar a regra aplicável.

Levantamento dos salários de contribuição

Todo o período contributivo, com identificação de remunerações ausentes ou inconsistentes no CNIS.

Cálculo do salário de benefício por regra

Aplicação da fórmula correspondente a cada regra de enquadramento, com o período básico de cálculo próprio de cada uma.

Apuração da renda mensal inicial

Aplicação do coeficiente de cada regra sobre o salário de benefício, com o resultado apresentado lado a lado.

Comparativo e projeção

Demonstração do valor sob cada regra e do efeito acumulado da diferença ao longo do tempo de recebimento estimado.

Apuração de diferenças em revisão

Quando o benefício já está concedido, cálculo do valor correto, das diferenças mês a mês e do montante atrasado atualizado.

Onde este cálculo costuma errar

São os pontos que mais geram impugnação — e os que conferimos primeiro quando a planilha vem pronta da parte contrária.

Uma única regra calculada

Sem o comparativo, não há como saber se a via escolhida é a melhor. É o erro de maior custo para o segurado, porque se projeta por toda a duração do benefício.

Salários de contribuição não conferidos

Remunerações ausentes ou registradas a menor no CNIS reduzem o salário de benefício. A conferência contra a documentação é etapa indispensável.

Efeito de contribuições adicionais ignorado

Em algumas situações, contribuir por mais alguns meses muda o enquadramento ou o coeficiente. Não simular essa hipótese deixa valor na mesa.

Diferenças de revisão calculadas sem atualização por competência

Cada diferença mensal tem a sua data. Atualizar o total a partir de uma data única suprime correção relevante em séries longas.

Documentos que sustentam o trabalho

A falta de qualquer um deles não impede o trabalho: fica registrada no laudo, com a indicação do que foi usado em substituição e do que, por consequência, não pode ser afirmado.

O que você recebe

Perguntas frequentes

Vale a pena revisar um benefício já concedido?+

Depende do que a memória de cálculo mostra. Fazemos a conferência técnica antes de qualquer recomendação, e dizemos com clareza quando não há diferença relevante a pleitear — o que evita ação sem resultado.

Como se compara regras com fórmulas diferentes?+

Calculando cada uma na mesma base de salários de contribuição e apresentando o valor inicial resultante lado a lado, com a projeção do efeito acumulado. É o único modo de tornar a escolha comparável.

O cálculo considera contribuições após a data do requerimento?+

Considera quando a hipótese é simular espera. Apresentamos o valor na data atual e em datas futuras, mostrando se e quanto o benefício melhora — informação que só é útil antes do requerimento.