Nos benefícios por incapacidade, a apuração técnica tem duas frentes que se somam: quanto era devido por mês e por quanto tempo. A primeira segue a lógica do salário de benefício; a segunda depende do reconhecimento da incapacidade, normalmente por perícia médica, e é onde os atrasados se acumulam.

Há ainda a natureza do benefício. A distinção entre a espécie comum e a acidentária tem efeitos que vão além do valor, alcançando estabilidade e contagem de tempo. E, quando há conversão em aposentadoria por incapacidade permanente, o cálculo precisa encadear os dois períodos sem sobreposição nem lacuna.

Como o cálculo é feito

Delimitação do período devido

Data de início da incapacidade, data de cessação e eventuais períodos intercalados, conforme o reconhecimento médico ou judicial.

Apuração da renda mensal

Cálculo do salário de benefício e do coeficiente aplicável à espécie, com a memória correspondente.

Confronto com o pago

Levantamento do que foi efetivamente recebido em cada competência, para apuração de diferenças e não do total.

Tratamento dos períodos de atividade

Identificação de competências com remuneração concomitante ao benefício, que exigem tratamento próprio.

Conversão e encadeamento

Quando há transformação em aposentadoria por incapacidade permanente, encadeamento dos períodos com a data de transição definida.

Atualização dos atrasados

Cada competência em atraso corrigida a partir da sua data, com o critério aplicável declarado.

Onde este cálculo costuma errar

São os pontos que mais geram impugnação — e os que conferimos primeiro quando a planilha vem pronta da parte contrária.

Atrasados calculados sobre o total, sem descontar o pago

Quando houve pagamento parcial ou em espécie diversa, o pedido é de diferença. Calcular o total gera excesso evidente.

Período de incapacidade não delimitado com precisão

O total de atrasados é diretamente proporcional ao período. Datas imprecisas produzem valores que não se sustentam.

Espécie do benefício desconsiderada

Comum e acidentário têm efeitos distintos. Tratar um pelo outro afeta o cálculo e a tese processual.

Correção aplicada a partir de data única

Cada mensalidade atrasada tem o seu vencimento. Corrigir tudo da data da ação subtrai anos de atualização.

Documentos que sustentam o trabalho

A falta de qualquer um deles não impede o trabalho: fica registrada no laudo, com a indicação do que foi usado em substituição e do que, por consequência, não pode ser afirmado.

O que você recebe

Perguntas frequentes

O cálculo depende da perícia médica?+

O período depende. Nosso trabalho parte da data de início e de cessação reconhecidas — administrativa ou judicialmente — e apura o valor devido em cada competência. Quando o período é controvertido, calculamos os cenários possíveis.

O benefício foi cessado e depois restabelecido. Como fica?+

Os períodos são encadeados, com cada intervalo apurado separadamente e as diferenças de cada competência isoladas. Lacunas e sobreposições entre benefícios são identificadas de forma expressa.

Auxílio-acidente pode ser acumulado com aposentadoria?+

A acumulação depende da data de concessão e da regra aplicável, e é matéria jurídica. Tecnicamente, apresentamos o cálculo nas hipóteses cabíveis, para que a tese seja sustentada com o valor conhecido.