A revisão previdenciária tem uma característica que a distingue: é possível saber, antes de propor a ação, se existe diferença e de quanto ela é. Basta refazer o cálculo do benefício a partir dos salários de contribuição e comparar com a memória da carta de concessão.
Essa conferência prévia é o que separa a revisão que se sustenta da que apenas consome prazo e credibilidade. Fazemos a análise e dizemos com franqueza quando não há diferença relevante — informação que vale tanto quanto o cálculo positivo, porque evita ação sem resultado.
Como o cálculo é feito
Reconstituição do cálculo original
Refazemos o benefício exatamente como o INSS o calculou, a partir da carta de concessão e da memória, para identificar os parâmetros efetivamente utilizados.
Conferência dos salários computados
Confronto entre o que foi utilizado no cálculo e o que consta do CNIS e da documentação, para identificar competências ausentes ou registradas a menor.
Verificação da atualização
Conferência dos índices aplicados a cada competência para trazer os salários à data-base.
Conferência do coeficiente e do tempo
Recontagem do tempo em dias e verificação do coeficiente aplicado, com atenção a períodos não computados.
Análise dos reajustes posteriores
Verificação da aplicação correta dos reajustes anuais desde a concessão até a competência atual.
Apuração de diferenças
Quando há divergência, cálculo da diferença mês a mês desde a concessão, com atualização de cada parcela.
Onde este cálculo costuma errar
São os pontos que mais geram impugnação — e os que conferimos primeiro quando a planilha vem pronta da parte contrária.
Ação proposta sem conferência prévia
Revisão sem diferença apurável expõe o cliente a sucumbência e desgasta a relação. A conferência é barata comparada ao custo de descobrir depois.
Apenas a RMI conferida
Erros de reajuste posteriores à concessão produzem diferenças que não aparecem na conferência da RMI isolada.
Diferenças somadas sem atualização por competência
Cada mensalidade tem o seu vencimento. Atualizar o total de uma data única reduz de forma relevante o valor dos atrasados.
Alcance temporal não delimitado
O período alcançável tem marco próprio. Calcular sem o recorte produz pedido que será reduzido, com efeito sobre a sucumbência.
Documentos que sustentam o trabalho
- Carta de concessão e memória de cálculo do benefício
- Extrato CNIS completo, com remunerações
- Histórico de créditos do benefício, com os valores recebidos em cada competência
- Processo administrativo integral
- Documentos de períodos não computados, quando for esse o fundamento
A falta de qualquer um deles não impede o trabalho: fica registrada no laudo, com a indicação do que foi usado em substituição e do que, por consequência, não pode ser afirmado.
O que você recebe
- Parecer de viabilidade — se há diferença e de quanto, antes de qualquer ação
- Cálculo comparativo — benefício concedido contra benefício devido, com a origem da divergência
- Planilha de diferenças — mês a mês desde a concessão, com atualização por competência
- Projeção do efeito futuro — impacto da revisão sobre as mensalidades seguintes
Perguntas frequentes
Como saber se vale a pena revisar antes de entrar com a ação?+
Refazendo o cálculo a partir do CNIS e comparando com a memória da carta de concessão. É um trabalho pontual e rápido, e o resultado é objetivo: existe diferença e ela é de tal valor, ou não existe. Fazemos essa triagem sem custo.
A revisão altera só as mensalidades futuras?+
Altera as futuras e gera atrasados relativos ao período alcançável. Por isso o cálculo apresenta os dois efeitos separados: a diferença mensal daqui em diante e o montante retroativo atualizado.
Vocês analisam benefícios concedidos há muitos anos?+
Analisamos. O alcance do que pode ser cobrado é questão jurídica com marco próprio, e apresentamos o cálculo completo e o recorte a partir do marco que o advogado indicar, em quadros separados.