Os relatórios que as plataformas disponibilizam para download são construídos para uso gerencial: agregam, arredondam e omitem campos. Para conferência financeira detalhada, essa agregação é justamente o problema — o lançamento que interessa está dentro de um total.
As interfaces de programação das plataformas expõem o dado em nível bruto: cada pedido com todos os seus lançamentos, cada repasse com a sua composição integral, cada evento com data e hora. Extrair por essa via permite reconstruir a operação com granularidade que o relatório padrão não alcança, e é o que viabiliza conciliação confiável em grande volume.
Como o cálculo é feito
Definição do escopo de extração
Quais entidades, quais campos e qual período, definidos conforme a pergunta que o trabalho precisa responder.
Autorização de acesso
Obtenção do acesso pelo próprio titular da conta, com as credenciais fornecidas e controladas por ele.
Extração estruturada
Coleta dos dados com registro do procedimento, da data e do volume obtido, preservando o formato original.
Verificação de completude
Testes de continuidade e de totalização contra os relatórios oficiais, para confirmar que a extração cobre todo o período.
Estruturação para análise
Organização dos dados em base analisável, com as chaves de relacionamento entre pedidos, repasses e lançamentos.
Reconciliação de controle
Confronto entre os totais extraídos e os relatórios da plataforma, para validar a base antes de qualquer conclusão.
Onde este cálculo costuma errar
São os pontos que mais geram impugnação — e os que conferimos primeiro quando a planilha vem pronta da parte contrária.
Extração sem verificação de completude
Interfaces têm limites de paginação e de período. Extração incompleta produz conclusão sobre um recorte, sem que isso apareça.
Dados extraídos não confrontados com relatórios oficiais
A validação contra o total oficial é o que confere confiabilidade à base. Sem ela, a análise é questionável na origem.
Acesso obtido fora do controle do titular
As credenciais devem ser fornecidas e controladas pelo titular da conta. Qualquer outro caminho compromete o trabalho.
Formato original não preservado
A cópia bruta precisa ser mantida. Análise sobre dado já transformado impede reconferir a origem de qualquer número.
Documentos que sustentam o trabalho
- Autorização e credenciais de acesso fornecidas pelo titular da conta
- Relatórios oficiais da plataforma, para validação dos totais extraídos
- Documentação da interface e dos campos disponíveis
- Extratos bancários, para reconciliação final
- Notas fiscais emitidas no período
A falta de qualquer um deles não impede o trabalho: fica registrada no laudo, com a indicação do que foi usado em substituição e do que, por consequência, não pode ser afirmado.
O que você recebe
- Base bruta preservada — dados no formato original, com o registro do procedimento de extração
- Relatório de completude — testes de continuidade e validação contra os totais oficiais
- Base estruturada — pronta para conciliação, com as relações entre entidades definidas
- Reconciliação de controle — extraído contra oficial, com as diferenças explicadas
Perguntas frequentes
Vocês acessam a conta do cliente?+
O acesso é sempre autorizado, fornecido e controlado pelo titular, com credenciais que ele pode revogar a qualquer momento. Documentamos o escopo do que é extraído e a finalidade, e não acessamos nada além do necessário ao trabalho contratado.
Por que não usar apenas os relatórios de download?+
Porque eles agregam. Para responder a perguntas sobre um pedido específico ou sobre a composição exata de um repasse, é necessário o dado em nível de lançamento, que o relatório de tela normalmente não expõe.
Serve para plataformas diferentes?+
Serve, com adaptação para cada uma. As estruturas de dados variam, mas a metodologia é a mesma: extrair, verificar completude, validar contra os totais oficiais e só então analisar.