A apuração de tributos envolve duas frentes que costumam ser tratadas com atenções muito diferentes. A base de cálculo recebe cuidado, porque erro para menos gera autuação. Os créditos recebem menos, porque deixar de aproveitá-los não gera risco — apenas custo.

É por isso que a auditoria tributária encontra, com regularidade, recolhimento a maior por crédito não aproveitado. A verificação percorre as duas frentes com o mesmo rigor: o que compõe a base e o que dela poderia ser deduzido, competência a competência, com cada item vinculado ao documento que o origina.

Como o cálculo é feito

Reconstrução da base por competência

Levantamento da base efetiva de cada tributo a partir dos documentos fiscais e da escrituração.

Verificação das exclusões

Identificação dos valores que não integram a base, com o fundamento de cada exclusão declarado.

Mapeamento dos créditos aproveitáveis

Levantamento das entradas e custos que geram crédito, com verificação do efetivo aproveitamento.

Conferência de alíquotas e regimes

Verificação da alíquota aplicada por operação, com atenção a substituição, monofasia, isenção e diferimento.

Confronto com o recolhido

Comparação entre o devido apurado e o efetivamente pago, competência a competência.

Classificação dos achados

Separação entre divergências consolidadas e as que dependem de tese controvertida, em quadros distintos.

Onde este cálculo costuma errar

São os pontos que mais geram impugnação — e os que conferimos primeiro quando a planilha vem pronta da parte contrária.

Auditoria concentrada apenas na base

Deixar os créditos fora do escopo omite justamente a frente em que o recolhimento a maior costuma se concentrar.

Apuração por totais anuais

Cada competência tem base e créditos próprios. A consolidação anual esconde as diferenças e impede o pedido por período.

Achados de tese apresentados como consolidados

Misturar divergência objetiva com tese controvertida contamina o levantamento e expõe o contribuinte.

Regime especial da operação não verificado

Recolher sobre operação já tributada em etapa anterior é duplicidade frequente e facilmente identificável.

Documentos que sustentam o trabalho

A falta de qualquer um deles não impede o trabalho: fica registrada no laudo, com a indicação do que foi usado em substituição e do que, por consequência, não pode ser afirmado.

O que você recebe

Perguntas frequentes

Por que os créditos costumam ficar de fora?+

Porque a classificação conservadora não gera risco imediato: deixar de tomar crédito não produz autuação, apenas custo. Com o tempo, essa postura acumula recolhimento a maior relevante, que só aparece em auditoria dirigida a essa frente.

A auditoria pode gerar risco para a empresa?+

A auditoria em si identifica; o risco depende do que se faz com o resultado. Por isso separamos os achados consolidados dos que dependem de tese, e sinalizamos expressamente aqueles cuja utilização exige avaliação jurídica prévia.

Serve para preparar defesa em fiscalização?+

Serve, e é um uso frequente. Conhecer a própria apuração em detalhe, com a base reconstruída e documentada, muda completamente a posição em uma fiscalização — e permite responder com memória de cálculo em vez de alegação.