Trabalhos periciais de porte lidam com dados vindos de fontes heterogêneas: extratos de vários bancos, relatórios de plataformas distintas, sistemas de gestão diferentes, arquivos de períodos com formatos que mudaram ao longo do tempo. Analisá-los exige consolidá-los em estrutura única.

A consolidação tem dois requisitos que se tensionam. Os dados precisam ser equalizados o suficiente para serem comparáveis, e cada registro precisa manter a identificação de onde veio. Perder a origem torna qualquer achado impossível de documentar até a fonte.

Como o cálculo é feito

Inventário das fontes

Levantamento de todas as origens, formatos, períodos cobertos e volumes, antes de qualquer processamento.

Definição da estrutura unificada

Modelo comum capaz de receber todas as fontes, com os campos necessários à análise pretendida.

Normalização por fonte

Conversão de cada origem à estrutura comum, com as regras de conversão documentadas individualmente.

Preservação da origem

Manutenção, em cada registro, da identificação da fonte, do arquivo e da posição original.

Validação de completude

Confronto entre os totais por fonte antes e depois da normalização, para confirmar que nada se perdeu.

Tratamento de duplicidades

Identificação de registros presentes em mais de uma fonte, com a regra de deduplicação declarada.

Onde este cálculo costuma errar

São os pontos que mais geram impugnação — e os que conferimos primeiro quando a planilha vem pronta da parte contrária.

Origem perdida na consolidação

Registro sem identificação da fonte impede documentar o achado até o documento original — o que esvazia o trabalho.

Totais não validados após a normalização

Conversão pode perder registros silenciosamente. A comparação de totais antes e depois é obrigatória.

Duplicidades removidas sem regra declarada

Registros presentes em duas fontes podem ser o mesmo fato ou fatos distintos. A regra precisa constar.

Mudança de formato ao longo do período ignorada

Arquivos de períodos diferentes podem ter estruturas distintas. Tratá-los como iguais corrompe parte da base.

Documentos que sustentam o trabalho

A falta de qualquer um deles não impede o trabalho: fica registrada no laudo, com a indicação do que foi usado em substituição e do que, por consequência, não pode ser afirmado.

O que você recebe

Perguntas frequentes

Por que preservar a origem de cada registro?+

Porque qualquer achado precisa ser documentado até o documento original. Um registro sem procedência não pode ser levado a juízo com a afirmação de que veio de determinado extrato ou relatório — e é essa amarração que dá valor probatório ao trabalho.

Como se sabe que nada se perdeu na consolidação?+

Comparando os totais de cada fonte antes e depois da normalização — número de registros e somatórios de valor. Diferenças precisam ser explicadas registro a registro, e não simplesmente aceitas como arredondamento.

Bases de sistemas diferentes podem ser comparadas?+

Podem, depois de normalizadas para uma estrutura comum. O trabalho está justamente em definir as regras de conversão de cada fonte, documentá-las e validar que a conversão preservou a informação.