Boa parte das decisões relevantes de um processo é tomada sem o número: qual tese sustentar, aceitar ou recusar um acordo, recorrer ou encerrar. Cada uma dessas escolhas tem um valor associado, e ele pode ser calculado antes.
A construção de cenários não substitui o julgamento jurídico — informa. Saber que a tese A vale um valor e a tese B outro, que a proposta de acordo equivale a determinado percentual do pedido em valor presente, ou que o custo do recurso supera a diferença em disputa, muda a conversa com o cliente.
Como o cálculo é feito
Identificação dos pontos de decisão
Quais escolhas o processo impõe e quais alternativas cada uma comporta.
Definição das premissas de cada cenário
O que muda entre as alternativas, isolado e declarado, mantendo todo o resto constante.
Quantificação de cada alternativa
Cálculo do resultado sob cada cenário, sobre a mesma base e com a mesma metodologia.
Trazida a valor presente
Comparação em data comum, quando os cenários envolvem prazos diferentes de realização.
Análise de sensibilidade
Verificação de quais premissas mais afetam a ordem de preferência entre as alternativas.
Apresentação comparativa
Quadro que permite a comparação direta, com a premissa distintiva de cada cenário identificada.
Onde este cálculo costuma errar
São os pontos que mais geram impugnação — e os que conferimos primeiro quando a planilha vem pronta da parte contrária.
Cenários com bases diferentes
Alternativas calculadas sobre bases ou metodologias distintas não são comparáveis, e a comparação induz a erro.
Prazos diferentes não trazidos a valor presente
Um recebimento em cinco anos e outro à vista não se comparam pelo valor nominal.
Premissa distintiva não identificada
Um quadro de resultados sem indicar o que muda em cada linha não informa a decisão.
Custos do caminho ignorados
Custas, honorários e tempo integram o resultado de cada alternativa e alteram a comparação.
Documentos que sustentam o trabalho
- Peças do processo que delimitem os pedidos e os pontos controvertidos
- Decisões proferidas e o seu conteúdo quanto a critérios
- Documentos que sustentam a base de cálculo comum a todos os cenários
- Propostas de acordo, com valores e prazos
- Informações sobre custas, honorários e prazos estimados
A falta de qualquer um deles não impede o trabalho: fica registrada no laudo, com a indicação do que foi usado em substituição e do que, por consequência, não pode ser afirmado.
O que você recebe
- Mapa de decisões — pontos de escolha e alternativas de cada um
- Quantificação por cenário — na mesma base, com a premissa distintiva identificada
- Comparação em valor presente — quando os prazos de realização diferem
- Análise de sensibilidade — premissas que alteram a ordem de preferência
Perguntas frequentes
Os cenários incluem custos e prazos?+
Incluem quando a comparação depende deles, e normalmente depende. Custas, honorários e tempo até a realização afetam o resultado líquido de cada alternativa e podem inverter a ordem de preferência entre elas.
Vocês recomendam qual caminho seguir?+
Não. Apresentamos o valor de cada alternativa e as premissas que o sustentam. A decisão é jurídica e cabe ao advogado com o cliente — nosso papel é garantir que ela seja tomada sabendo o que cada caminho vale.
Serve para conversar com o cliente sobre acordo?+
É um dos usos mais produtivos. Um quadro que mostra o valor da proposta em valor presente, comparado ao pedido e ao tempo estimado até a realização, transforma uma conversa sobre expectativa em uma decisão sobre números.