Converter uma taxa entre periodicidades parece trivial e é um dos erros mais frequentes em planilhas de contrato. No regime composto, a taxa anual equivalente a 1% ao mês não é 12% ao ano: é aproximadamente 12,68%, porque cada mês rende também sobre os juros dos meses anteriores.
A ferramenta apresenta as duas conversões lado a lado — a equivalente composta e a proporcional simples — justamente para tornar visível a diferença entre elas, que é o que sustenta o argumento quando a divergência aparece em um contrato.
Perguntas frequentes
Quando a proporcional simples é válida?+
No regime de juros simples, em que os juros não incidem sobre juros. Nele, dividir a taxa anual por doze é correto. No regime composto — que é o da grande maioria dos contratos bancários — a conversão exige a equivalência.
Como isso demonstra capitalização em um contrato?+
Comparando as taxas que o próprio contrato declara. Se a taxa anual informada corresponde à mensal composta doze vezes, há capitalização mensal; se corresponde à mensal multiplicada por doze, não há. É uma verificação objetiva feita com os números do próprio instrumento.
Por que ano de 360 dias?+
É a convenção usual em contratos bancários. Quando o instrumento adota 365 dias, a conversão diária muda e o cálculo precisa acompanhar — ponto que verificamos na análise de contratos.
Quando a calculadora não basta
Uma calculadora aplica uma fórmula a números que você digita. Uma memória de cálculo para instruir processo é outra coisa: parte dos documentos, imputa cada pagamento na data em que ocorreu, declara o critério de cada escolha e permite que a parte contrária reconfira linha a linha. É a diferença entre saber a ordem de grandeza e ter prova.
A modalidade correspondente no catálogo técnico é Taxas nominais e efetivas em perícia, com a metodologia completa, os documentos exigidos e os pontos em que esse cálculo costuma ser impugnado.